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Empresa mineira desenvolve soluções de combate ao derramamento de óleo nas águas do Brasil


Com a expansão da produção de petróleo em solo brasileiro, medidas de prevenção de acidentes ambientais se tornaram essenciais para preservação dos recursos hídricos

O Brasil caminha para se tornar autossuficiente na produção de petróleo. A perspectiva é de já em 2014 superar o percentual de consumo deste insumo. Porém, a Petrobras continuará importando combustíveis, pois a previsão é que em 2020 a capacidade de refino seja maior que a compra de derivados.
Para isso, a estatal criou o Plano de Negócios e Gestão da instituição que prevê investimentos de 236,7 bilhões de dólares, sendo 62% desse montante revertido para as áreas de produção e exploração. A previsão é que até 2020 entrem em operação 38 novas plataformas e quatro refinarias, que aumentará a produção diária dos atuais 2,1 milhões de barris para 4,2 milhões.
E nesse contexto de ampliação industrial surge a necessidade da adesão de práticas de gestão ambiental, cujo intuito é potencializar a produção sustentável. Para isso, estudiosos desenvolveram técnicas para promover a educação ambiental e a conservação dos recursos hídricos.
Pensando nisso o engenheiro químico PhD, Jader Martins, criou um produto que absorve o óleo para o correto descarte em indústrias e empresas. Em plataformas de extração de petróleo, esse material pode ser utilizado quando ocorre algum acidente, que resulta no derramamento de óleo em oceanos e demais afluentes.
Produzido pela empresa mineira Hydro Clean, que é gerida pelo Jader,  o material é um absorvente natural, cujas principais características são o fácil manuseio, a absorção imediata dos resíduos e o descarte econômico e sustentável. Outra vantagem é que ele aspira até 6 vezes o seu peso, quando o recomendado é que a capacidade seja de até 5. Além disso, ele não é tóxico e suas substâncias são compostas por minerais.

Evitando prejuízos – Além de contribuir para a preservação ambiental e para a eficiência na extração do petróleo, o material pode evitar que empresas tenham prejuízos em função do derramamento de óleo nas águas.
No mês de agosto, a Justiça do Paraná condenou a própria Petrobras a pagar R$ 610 milhões em indenização por danos ambientais, em função de um vazamento de óleo que ocorreu em 2000 no município de Araucária, que fica a 27 quilômetros de Curitiba. A empresa também terá que pagar US$ 775 mil por contaminação do solo e do ar.
“É essencial que companhias tenham em suas unidades nas plataformas absorventes de óleo para eventuais emergências. É possível adquirir o produto por um preço não muito alto e evitar prejuízos astronômicos para empresas e organizações”, afirma Jader.
Outro local que também sofreu com acidentes deste tipo foi Barbacena. Em abril deste ano mais de 40 mil litros de óleo diesel foram derramados no Rio das Mortes, principal manancial da cidade.
Jader afirma que se houvesse nos locais absorventes de óleo prontos para serem utilizados os danos seriam menores. “No caso específico de Barbacena, seriam necessários aproximadamente 7 toneladas do produto  para resolver o problema. O custo dessa quantidade seria de aproximadamente 70 mil reais, ou seja ,bem menor que o valor para remediar o problema, minimizando o impacto no meio ambiente. Acidentes desta natureza devem ser atacados imediatamente, pois a medida que o tempo passa a situação deteriora exponencialmente”.