Como descartar resíduos oleosos?

Como descartar resíduos oleosos?

Os absorventes de óleo são uma ótima solução para limpeza de ambientes industriais e minimização de impactos ambientais gerados por derramamento de óleo. Isso porque absorve o óleo todo, deixando água ou pisos livre desses materiais. No entanto, como esses absorventes, embebidos de óleo, podem e devem ser descartados? O que o descarte incorreto desse resíduo pode gerar? Para tratar do assunto é preciso entender melhor as questões técnicas dos resíduos.

A periculosidade de um resíduo é classificada em função de suas propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas, podendo apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente, quando o resíduo é manuseado ou destinado de forma inadequada. A norma NBR 10.004 de 09/1987, divide os resíduos sólidos industriais em duas classes I e II, como perigosos, não inertes e inertes. Os resíduos com óleo são considerados de classe I, ou seja, são perigosos e não inertes.

No caso do resíduo oleoso gerado após o uso de um absorvente com as características técnicas recomendadas pela Petrobras*, ou seja, absorver no mínimo cinco vezes o seu próprio peso, a melhor destinação para o material é transformá-lo em combustível. Caso a sua capacidade de absorção seja de cinco a seis vezes, o resíduo oleoso poderá ter de 7.900 a 8.140 Kcal/Kg, tomando como base um combustível com PCI (Poder Calorífico Inferior) de 9.500 Kcal/KG. Ou seja, o poder calorífico do resíduo oleoso é maior do que muitos combustíveis existentes no mercado. É evidente que o uso do resíduo oleoso como combustível só pode ser praticado com a devida licença de órgãos ambientais.

O que fazer, então, com o resíduo oleoso? Qual destinação a dar a ele?

O descarte desse material deve ser feito por empresas licenciadas para tal finalidade. As três alternativas mais indicadas são:

1) Coprocessamento em forno de cimento: alternativa sustentável. A indústria de cimento é intensiva em termos energéticos e todo o poder calorífico do resíduo será aproveitado na queima do resíduo. Essa parece ser, também, a solução mais econômica para quem gera o resíduo.

2) Incineração: tecnologia segura e confiável para a completa destruição do resíduo (percentual superior a 99,9%) e redução significativa do volume. A incineração é um processo de destruição térmica que ocorre em uma alta faixa de temperatura. Os gases resultantes da combustão devem ser tratados antes da sua emissão para a atmosfera. Além disso, as cinzas e escórias, após comprovada sua inertização, devem ser dispostas em aterro industrial próprio e licenciado, enquanto os efluentes são neutralizados e direcionados para a estação de tratamento de efluentes para finalizar o seu tratamento.

3) Destinação do resíduo oleoso para aterros licenciados: solução mais utilizada atualmente. O aterro, para receber o material, deve ter estrutura apropriada e deve estar em conformidade com as exigências dos órgãos competentes. Isso garante a proteção do meio ambiente e minimiza os riscos de poluição.

A destinação de resíduo sólido oleoso sempre tem um custo. É preciso pensar no custo benefício de cada uma das possibilidades e escolher a melhor para a empresa, para a sociedade e para o meio ambiente. É válido lembrar que a recuperação de ambientes afetados por acidentes ambientais causados pelo derramamento de óleo é demorada e gera prejuízos para todos.

 

*Serragem ou pó de serra não é absorvente.

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